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sábado, 30 de junho de 2012

O Poeta II

     Já dizia minha mãe (e ainda repete isso): “Filho, porque você não cria uma estória?”. E em resposta eu sempre digo: “Porque eu ainda não sei criar estórias mãe".


     Neste momento estou pensativo. Diariamente eu crio minhas histórias e as coloco em papel em forma de poesias... Claro que por vezes as minto exagerando sentimentos, mas para isso me faço ator e realmente sinto esse fingimento. É com o coração que as crio.

     Mais uma vez me vem à mente voz de minha mãe. Por enquanto a resposta é a mesma, porém verão (talvez apenas após eu partir) que minha história já está escrita: em meio digital, num pedaço de papel, num espaço na madeira, em forma de versos e poesias, mas o mais importante, minha história estará tatuada em seus sentimentos e em suas lembranças.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Solitário Poeta




Cautelosamente,
Andando entre a neblina,
Calorosamente,
Gritando versos sem rimas,

Um pobre mancebo
Carrega um coração cheio de dor,
Um jovem garoto,
Um dia seu coração já teve amor.

Com suas prosas vulgares
Expulso foi de muitos lugares
Não aceitavam tais sentimentos

Mas não importa a dor
Importa buscar o amor
Quem o censura não sabe o que são tais sentimentos.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Repressão aos Sentimentos



Repressão àquele que expõe seus sentimentos,
Aquele que denomina-se poeta
Pois está fora de uma realidade imposta por essa sociedade
Está fora de um censo comum
Que inventa sentir uma dor,
E a exagera em suas prosas,
Escrevendo versos sem um sentido lógico
Dizendo que sente amor.
Que chora perante a vida
Tornando tudo em sua volta irreal
Fantasioso.
É digno do silêncio
Repressão, extinção a esse ser...

POETA:

Hei de viver sem me restringir
Escrevo e cito os sentimentos,
Pois não hei de viver acovardado
Por más críticas e preconceitos
Covarde aquele que teme opiniões de terceiros.
Caros poetas expressem os sentimentos,
Sem temer quaisquer conseqüências,
Pois deixará teu legado,
Serás único entre essa sociedade homogênea
Serás a tradução real dos sentimentos
Que atravessarão os tempos

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Os poetas em mim



Criei tantas poesias,
De sentimentos que nunca vivi,
Mas que por algum motivo consegui fingir.
Fui o poeta da solidão,
Fui o poeta da ilusão,
Fui o poeta da morte
Por várias noites,
Minha alma morria,
Sem esperanças.
Todos esses poetas em mim
Inventaram muitas inverdades
E me torturaram em um mundo sombrio.
No momento que pensei
Ter escorregado pelo abismo
Em você,
Enxerguei meu anjo,
Que foi enviada por Deus.
Alcancei a luz através de sua alma.
Um novo poeta nasceu dentro de mim
Hoje ele recita apenas amor
O nosso amor.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Cotidiano do Poeta




Tic tac do relógio
O tempo está passando,
Um pouco mais distante
Trim, trim...
O telefone tocando
Ao abrir a janela
O "doce" som da cidade
Carros e mais carros buzinando
Esse é o cotidiano.
Agora é hora de...
Já passou a hora.
O tempo é curto
Talvez curto demais
Para pensar em amar,
O relógio não deixa,
O pensar e agir é restrito,
O pensar deve ser oculto
Escondido da sociedade,
O poeta é menosprezado
O poeta é um eterno vagabundo
Mas no fundo sabe o poeta,
Que seu mundo é outro
Longe daquele relógio
Não se importa com opiniões
Esconde...
Mas não tem vergonha dos sentimentos
Vive o cotidiano, superficialmente,
O que realmente vive
Não pode ser explicado
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