sábado, 7 de julho de 2012

Após a Morte III



Em suas mãos eu aprendi a voar,
Aprendi a libertar os sentimentos,
Aprendi a chorar,
Aprendi a sorrir,
A viver de uma forma mais feliz, mais intensa.

Aprendi tanto da vida ao teu lado,
Esse meu coração se tornou dependente do seu viver,
Entende amor?
Como hoje poderia viver sem ti?
Você me ensinou tanto como é viver,
No dia que você se foi,
Vi minha alma partindo com a tua.
Vi minha vida morrendo.
Deixando-me com um corpo vazio,
Sem sentimentos.
Não sei o que habita este corpo amor...
Mas sempre sinto o coração apertar,
E na mente revivo sua vida nas minhas lembranças...
É lá que encontro minha vida.

sábado, 30 de junho de 2012

O Poeta II

     Já dizia minha mãe (e ainda repete isso): “Filho, porque você não cria uma estória?”. E em resposta eu sempre digo: “Porque eu ainda não sei criar estórias mãe".


     Neste momento estou pensativo. Diariamente eu crio minhas histórias e as coloco em papel em forma de poesias... Claro que por vezes as minto exagerando sentimentos, mas para isso me faço ator e realmente sinto esse fingimento. É com o coração que as crio.

     Mais uma vez me vem à mente voz de minha mãe. Por enquanto a resposta é a mesma, porém verão (talvez apenas após eu partir) que minha história já está escrita: em meio digital, num pedaço de papel, num espaço na madeira, em forma de versos e poesias, mas o mais importante, minha história estará tatuada em seus sentimentos e em suas lembranças.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Após a morte II



E mesmo após os anos terem passado, nada de verdade vivi além de tuas lembranças...

O retrato ainda está na parede.

O seu lado da cama ainda não foi tocado.

No guarda roupa aquele vestido que lhe dei está guardado, faz tanto tempo, não sei se tem mais o seu perfume...

De nada adianta mais chorar, mas o coração não entende, sente sua falta...


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